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28/04/2012
Pai Nosso da Mente
Seguidor, Músico, cantor, compositor, escritor, ator e roteirista de dois filmes inéditos.
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Homenagens | Entrevista Exclusiva com Sylvio Passos
Entrevista Exclusiva com Sylvio Passos  

Sylvio Passos, fundador-presidente do Raul Rock Club e grande fã e amigo de Raulzito, concedeu uma ótima entrevista para o Memorial Raul Seixas. Tanto para os que já conhecem a obra de Raul Seixas, quanto para os que ainda são novos no universo raulseixista.
 
MRS - Qual foi a primeira vez que você ouviu falar de Raul Seixas? E quando tornou-se fã dele?
 
Sylvio Passos - Ouvi falar em Raul pela primeira vez em 1973, quando lançou o álbum Krig-ha, Bandolo! que tocava em tudo que era lugar. Mas só passei a curtir, ser um fã mesmo de Raul Seixas em 1979/80.
 
MRS - Em 1981, você criou o "Raul Rock Club" e foi falar com Raulzito sobre a existência do fã-clube. Quais eram suas expectativas sobre Raul Seixas? Ficou nervoso ao falar com ele pela primeira vez?
 
Sylvio Passos - Sim. Escolhi a data de nascimento de Raul para oficializar a fundação do Raul Rock Club, ou seja, 28 de junho. Seria uma homenagem e, ao mesmo tempo, um presente de aniversário. Eu procurei Raul para informar à ele que o fã-clube existia e que gostaria que ele desse algum apoio ao fã-clube. Qual não foi minha surpresa quando Raul me convidou para almoçar com ele e assumiu sua participação e apoio imediatamente, dando ao Raul Rock Club o título de Fã-Clube Oficial, ou seja, Raul Seixas Oficial Fã-Clube.
 
MRS - Como era sua convivência com Raul?
 
Sylvio Passos - Sempre foi muito boa. De repente eu passei de simples fã a amigo e companheiro quase que diariamente. Vivia com Raul pra cima e pra baixo em bons e maus momentos. Parecíamos irmãos.
 
MRS - Aprendeu muito com Raul ou Raul aprendia muito com você?
 
Sylvio Passos - Evidentemente que aprendi muito com Raul, tínhamos muitas coisas em comum e Raul tinha mesmo uma coisa meio professoral, adorava ensinar as coisas que sabia. Certa vez a mãe dele, Dona Maria Eugênia, me ou sobre essa questão. Ela me disse: Sylvio, Raulzito gosta demais de você e sei que você aprende muitas coisas com ele, mas nunca se esqueça que, mesmo você sendo um garoto, ele também aprende com você. Essa observação feita pela mãe dele me foi muito significativa, talvez mais até do que muitas coisas que eu tenha absorvido de Raulzito enquanto fã e amigo.
 
MRS - Em seus últimos anos (1988-1989) Raul, já separado de sua 5ª esposa, andava triste ou continuava o velho de Raul de sempre?
 
Sylvio Passos - Raul já vinha com uma certa tristeza desde 1984/85. Os problemas com saúde, alcoolismo, casamentos frustrados... Tudo isso colaborava em muito pra sua depressão e desinteresse por tudo. Mesmo ele lutando contra isso tudo, fazendo tratamentos, a sua tristeza era evidente e dolorosa para quem convivia mais estreitamente com ele. Muito triste mesmo.
 
MRS - A morte de Raul foi uma surpresa ou você já esperava pelo pior devido ao estado debilitado em que Raul se encontrava?
 
Sylvio Passos - De certa forma, acreditávamos que Raul iria se recuperar. Estava numa tour com Marcelo Nova e juntando grana pra comprar um apartamento. Estava planejando o futuro e até um disco novo. Mas, infelizmente, não conseguiu realizar nenhum desses desejos.

MRS - Em 1974, 15 anos antes de sua morte, Raul cantou em As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor: Quando eu compus fiz Ouro de Tolo/ Uns imbecis me chamaram de profeta do apocalipse/ Mas eles só entender o que eu falei no esperado dia do eclipse. Raul Seixas morreu exatamente na semana do eclipse da Lua (que Raul tanto admirava), que só acontece de 100 em 100 anos. Sylvio, você acredita que Raul previu a própria morte?
 Sylvio Passos - Não. Decididamente não acredito que ele tenha previsto a própria morte. Mas sabia, como todos nós, que um dia morreria, afinal, ninguém sai vivo daqui, né?
 
MRS - Algumas pessoas dizem que Raul Seixas era um adorador do demônio. Essas acusações têm fundamento?
 
Sylvio Passos - Via de regra, quem diz isso, não conhece nada sobre Raul Seixas e muito menos sobre demônios. Tipo de comentário totalmente sem fundamento, sem embasamento algum.

MRS - Raul foi criado sob a religião católica. Ele seguiu o catolicismo ou mudou de religião? Você não acha que Ave Maria da Rua é uma música um tanto quanto católica?
 
Sylvio Passos - Não. Raul nunca foi um cara de seguir religiões e/ou qualquer outra coisa. Ele seguia a si mesmo. Era raulseixista. As religiões eram sim para Raul uma fonte inesgotável de estudos que lhe davam o embasamento necessário para criar suas canções, sua filosofia. Respeitava a religião enquanto busca espiritual, mas não era nada simpático com a institucionalização religiosa. Eu não diria que Ave Maria da Rua é uma canção católica, embora tenha um arranjo lindíssimo que remete mesmo a essa coisa católica. Mas o texto não mostra isso.

MRS - Raul disse uma vez: A verdade é que Cristo sempre está em minhas músicas. De que forma Cristo está nas músicas de Raul?
 
Sylvio Passos - O Cristo libertador, revolucionário está, realmente, presente em toda a obra de Raul. Não o Cristo usado como garoto propaganda das instituições religiosas. Entende?
 
MRS - É verdade que há um certo desentendimento entre você e Marcelo Nova?
 
Sylvio Passos - Nunca houve isso. Eu e Marcelo sempre nos demos muito bem. Frequentei a casa dele por muito tempo, cheguei, inclusive, a fundar um fã-clube pra ele também em 1998. Marcelo é uma figura muito brincalhona e muito bem humorado. Um humor ácido por vezes. Sempre me esculhamba, mas sei que é pura brincadeira. Gosto de Marcelo.

MRS - Você mantém contato com Paulo Coelho? Por que muitos fãs de Raul não tem tanta simpatia por Paulo?
 
Sylvio Passos - Raul me apresentou Paulo em 1982, quando Paulo residia em Copacabana, antes de sua fama mundial. Nessa época  mantínhamos contato muito mais frequente, fazíamos alguns trabalhos juntos. Depois de sua explosão mundial, os contatos diminuíram, claro. A  vida dele mudou completamente e ele também mudou-se para França. Então os contatos ficaram mais por e-mail e, eventualmente, em suas vindas ao Brasil por conta dos lançamentos de seus livros. Essa coisa dos fãs de Raul não gostarem de Paulo é completamente compreensível, não é aceitável, mas é compreensível. Os fãs, sem generalizar, não gostam muito daquelas pessoas que estão muito próximas de seus ídolos, principalmente quando essa pessoa também tem um certo nome, tem um público também que o segue. Os fãs de Raul não gostam apenas de Paulo Coelho.

Marcelo Nova, Kika Seixas, Sylvio Passos e muito outros que estão na mídia também são alvos da ira enciumada, possessiva, dos fãs. Eles acreditam que todos se aproveitaram de Raul. O que esses tipos de fãs não percebem é que quando afirmam isso, estão chamando Raul de idiota, coisa que ele não era mesmo.

Outros dizem, como no meu caso, que estamos vivendo na sombra de Raul. O que não sacam é que trabalhamos pra manter a sombra de Raul Seixas em evidência ainda. Meu trabalho de quase 30 anos sempre teve esse intuito, desde quando Raul estava entre nós. Lançamentos de discos, livros e toda sorte de eventos só fazem preservar a memória de Raul e divulga-lo ainda mais para novas gerações, e somos nós que trabalhamos duro nesse sentido, assumindo riscos e, muitas vezes, não ganhando absolutamente nada, somente a satisfação, o prazer, em poder continuar levando Raul para a mídia, para o público.
 
MRS - Raul tinha um projeto sobre uma ópera-rock chamada "Opus 666" que nunca conseguiu lançar em vida. O livro "Raul Seixas - Uma Antologia", escrito por você e Toninho Buda, diz que o material de "Opus 666" está guardado em local seguro, tendo vindo a público somente a faixa "I Am". Você pode falar mais sobre esse projeto de Raul? Sabe quando ele será lançado?
 
Sylvio Passos - Esse projeto nunca será lançado simplesmente porque as gravações inéditas, digo, músicas inéditas e não as versões em inglês de suas músicas já conhecidas, que iriam compor não chegaram a ser gravadas. Parte das músicas desse projeto foram lançadas no álbum DOCUMENTO, em 1998, pela MZA Music, de Marco Mazzola. São todas aquelas versões em inglês que Raul havia gravado para compor a metade do OPUS 666. A outra metade seria com essas músicas inéditas, feitas originalmente em inglês mas que não chegaram a ser gravadas, temos apenas as letras, mas não os arranjos e nem as gravações. Então não existe a menor possibilidade de se lançar o OPUS 666, se o fizerem, é puro oportunismo. Somente Raul poderia lançar esse disco. Como Raul não está mais aqui, logo...
 
MRS - Sylvio, o que é a Sociedade Alternativa sob seu ponto de vista?
 
Sylvio Passos - Antes de mais nada, não é uma coisa física. Não é como essas comunidades alternativas que existem aos montes pelo mundo. É algo conceitual, uma ideia, uma forma muito pessoal, intransferível, de enxergar o mundo e as coisas do mundo. Não tem absolutamente nada a ver com religião, movimento político... é muito mais que isso. Transcende esses valores todos. É algo pra ser sentido, não explicado. É um estágio mais elevado de consciência. É assim que processo a Sociedade Alternativa.

O curioso é que a Sociedade Alternativa é tão ampla que até seus fundadores, digo, Raul Seixas e Paulo Coelho, lidavam com ela de maneira completamente diferente, antagônicas, às vezes. Raul tinha uma postura mais anárquica, enquanto Paulo uma coisa mais voltada pra religião, magia. Raul era o cara que negava as instituições que mandam no planeta. Paulo já andava de mãos dadas com as instituições todas. Mais uma vez vemos aí o Cristo revolucionário, que é bem a cara do Raul e não o Cristo religioso, que é mais a cara do Paulo. E, acredito, que era justamente essas diferenças em Raul e Paulo que davam um movimento mais verdadeiro pra coisa. Que fazia a roda girar. Como os polos positivo e negativo que são necessários para que se faça a luz. Como o Yin Yang.
 
MRS - Raul quis dominar o mundo com a Sociedade Alternativa?
 
Sylvio Passos - Não e sim. Raul queria apenas ar às pessoas que existem outras possibilidades além das que estão aí sendo impostas para nós.
 
MRS - O que é, afinal, o Novo Aeon?
 
Sylvio Passos - Novo Aeon é Nova Era, ou Era de Aquário. Que alguns acreditam que já começou, outros acreditam que ainda está por vir. Eu acredito que estamos na entressafra.
 
MRS - Sylvio, você disse que o que se sabe sobre Raul é apenas a "ponta do iceberg". É possível que depois de 20 anos da morte de Raul Seixas nós saibamos tão pouco sobre ele?
 
Sylvio Passos - Sim, há muito que se saber sobre Raul que a maioria de seu público não sabe. O jornalista Edmundo Leite está escrevendo uma biografia de Raul que vai apresentar muitas coisas novas ao público. O filme que Walter Carvalho e Evaldo Mocarzel estão fazendo sobre a vida de Raul também irá mostrar algumas novidades ao público.
 
MRS - Por que, mesmo depois de 20 anos de sua morte, o número de fãs de Raul Seixas continua aumentando?
 
Sylvio Passos - Acredito que, antes de tudo, porque a obra de Raul é uma obra única, atemporal e carregada de muita verdade.
 
MRS - Sylvio, você acredita que o fanatismo de algumas pessoas por Raul Seixas ultrapassa os limites? Por exemplo, no trailer do filme Raul - o Início, o Fim e o Meio você diz: fazem Igreja do Raulseixismo dos Últimos Dias. Isso é um absurdo!
 
Sylvio Passos - Sim. Existem muitos fãs que perdem a identidade, extrapolam, não coseguem dividir a sua vida da vida do artista e acabam fazendo uma grande confusão. Isso é muito delicado, muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito delicado mesmo, e até perigoso.
 
MRS - Você acha que ainda hoje as pessoas veem Raul como um profeta ou algo assim?
 
Sylvio Passos - Sim. Algumas pessoas olham para Raul com esses olhos. Respeito essa visão, mas não concordo. O próprio Raul dizia: "Não sou guru de nada. Eu não trago respostas. Canto minha saída, mostrando que todos podem sair pelas próprias portas."
 

MRS - Sylvio, você acredita que daqui a algumas décadas, quando as pessoas que hoje lutam pela obra de Raul já não estiverem mais aqui, a obra de Raul estará tão viva quanto está hoje?
 
Sylvio Passos - Não dá pra dizer que sim nem que não. Mas acredito que Raul continuará tendo um público da mesma maneira que grandes nomes da música do passado continuam tendo. Como Robert Johnson, Mozart, Hendrix, Noel Rosa... e por aí vai.
 
MRS - Por que decidiu encerrar as atividades do Raul Rock Club? Tem previsão de quando o fã-clube vai estar em atividade novamente?
 

 
 
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